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Psiquiatria

Psiquiatria

Psiquiatria é uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das diferentes formas de condições que afetam a saúde mental, emocional e comportamental.

Psiquiatria deriva do grego: psiquê = mente; atria = medicina. Ou seja, medicina da mente.

São exemplos de condições nas quais a psiquiatria atua:

  • Depressão,
  • Transtorno Bipolar do Humor,
  • Esquizofrenia,
  • Demência,
  • Transtornos de ansiedade,
  • Transtorno de Deficit de Atenção,
  • Dependências químicas e outros.

O objetivo da Psiquiatria é o alívio do sofrimento psíquico. Para isso, é necessária uma avaliação completa do paciente, com perspectivas biológica, psicológica e social. Uma doença ou problema psíquico pode ser tratado com medicamentos ou terapêuticas diversas, como a psicoterapia, que pode ser indicada pelo psiquiatra e conduzida pelo psicólogo.

A avaliação psiquiátrica envolve o exame do estado mental e a história clínica. Testes psicológicos, neurológicos, neuropsicológicos e exames de imagem podem ser utilizados como auxiliares na avaliação, assim como exames físicos e laboratoriais. No Brasil, para uma avaliação auxiliar com aplicação de testes psicológicos, deve-se procurar um psicólogo, que é o profissional autorizado para isso. Os procedimentos diagnósticos são norteados a partir do campo das psicopatologias; critérios bastante usados hoje em dia, principalmente na saúde pública, são a CID-10 da Organização Mundial de Saúde, adotada no Brasil, e o DSM-IV da American Psychiatric Association, mais utilizado nos EUA.

Os medicamentos são parte importante da terapêutica na Psiquiatria, assim como procedimentos como a eletroconvulsoterapia e a estimulação magnética transcraniana.

A psicoterapia também faz parte do arsenal terapêutico do psiquiatria, embora também possa ser utilizada por outros profissionais de saúde mental: Psicólogos e Psicanalistas.

Pode se dizer que a Psiquiatria teve sua origem no século V a.C., enquanto que os primeiros hospitais para doentes mentais foram criados na Idade Média. Durante o século XVIII a Psiquiatria evoluiu como campo médico e as instituições para doentes mentais passaram a utilizar tratamentos mais elaborados e humanos. No século XIX houve um aumento importante no número de pacientes. No século XX houve o renascimento do entendimento biológico das doenças mentais, introdução de classificações para os transtornos e medicamentos psiquiátricos. A antipsiquiatria ou movimento anti-psiquiátrico surgiu na década de 1960 e levou à desinstitucionalização em favor aos tratamentos na comunidade. Estudos científicos continuam a buscar explicações para as origens, classificação e tratamento dos transtornos mentais.

A verdade sobre Psiquiatria

Psiquiatria é área da medicina que cuida do cérebro, mente, comportamento e emoções. É com certeza a área mais instigante, misteriosa e também cercada de stigma e preconceitos. Neste vídeo abaixo, um médico psiquiatra conta de forma descontraída o que é Psiquiatria e os desafios enfrentados por ele e por seus pacientes. Vale a pena dedicar 5 minutos para assistir.

Desconfie de médico que conversa pouco

Numa tarde abafada de quarta-feira, um estranho caso aguardava solução numa das enfermarias do Hospital São Paulo. É ali que os alunos e residentes da Escola Paulista de Medicina aprendem a reconhecer e a tratar as mais bizarras mazelas que a natureza criou. No universo de 90 mil consultas e 2.600 internações por mês, aparece de tudo. O professor de clínica médica Antonio Carlos Lopes decidira dar uma aula à beira do leito. Quando isso acontece, a notícia corre.

Mal chegou ao 3º andar, foi cercado com entusiasmo pelos futuros médicos. Antonio Carlos não é apenas o diretor da escola. Em seu território, é um pop star. É pelo Tratado de Clínica Médica editado por ele (um calhamaço de 5.366 páginas, vencedor do Prêmio Jabuti em 2007) que os alunos das escolas médicas de todo o Brasil dão os primeiros passos na arte de diagnosticar. Vê-lo em ação é para poucos. Doze jovens conseguiram se espremer num dos quartos. No leito A304, estava um paciente de meia-idade que fora submetido a uma cirurgia de quadril. Depois da alta, começou a ter febre. Internado pela segunda vez, ninguém conseguia fazer a febre baixar nem entender o que a causava.

Antonio Carlos disse que tentaria ajudar no tratamento. Cobriu o paciente com um lençol e demonstrou aos alunos como deve ser feito um exame clínico completo. Examinou os olhos, o pescoço, o tórax, o baço, todo o abdome. Durante a ausculta, percebeu que havia um acúmulo de líquido na membrana delicada que recobre o pulmão. Perguntou aos residentes qual era o resultado do eletrocardiograma. Com a voz trêmula, o rapaz que segurava o prontuário disse ter apenas uma tomografia. Antonio Carlos não gostou:

Como vocês pedem uma tomografia antes de um eletro?

Os alunos engoliram em seco. Antonio Carlos prosseguiu:

O paciente foi entubado?

O residente devolveu a pergunta ao doente:

O senhor sabe se recebeu anestesia geral?

Não sei.

Duas palavras. Foi o máximo de informação que o professor conseguiu extrair do paciente de olhar distante. Voltou-se ao residente e perguntou sobre os exames de laboratório:

Eosinófilos? Linfócitos? Proteína C reativa? E o VHS? Aumentou?

Ao ouvir os resultados, concluiu:

A grande sacada deste caso é fazer uma biópsia. Tirem material lá de dentro e vejam se o paciente foi infectado por uma micobactéria. Isso pode acontecer quando o doente precisa ser entubado.

Um residente respirou fundo e decidiu argumentar:

Professor, mas nos últimos dias os antibióticos levaram a uma melhora no quadro clínico…

Sem arrogância, Antonio Carlos explicou:

Ele pode ter respondido à infecção primária, mas pode estar sofrendo de alguma outra. Está tudo mascarado pelos antibióticos. Vocês precisam ter hipótese diagnóstica. Sem ela, ficam atirando para lá e para cá. Perdidos como estão agora.

Clinico geral

ENTRE SÓCRATES E SHERLOCK

Outro médico famoso insiste na importância da hipótese diagnóstica: Dr. House, o personagem rabugento da série mais popular da história da TV americana. Em oito anos de exibição, ela foi vista por 81 milhões de pessoas em 66 países. Os brasileiros assistiram ao último capítulo na quinta-feira, dia 21. A cada novo desafio, o anti-herói politicamente incorreto, de charutão no canto da boca, resmunga: “Preciso de ideias”. Como um Sherlock Holmes obcecado pelo corpo humano, reúne pistas, persiste numa linha de raciocínio e, invariavelmente, acerta.

O segredo de House é perseguir o método socrático. Ele faz uma investigação filosófica baseada em perguntas simples, quase ingênuas, que revelam as armadilhas mentais que desviam a equipe do diagnóstico correto. House acha que é completamente desnecessário interagir com os pacientes. O que o motiva na medicina não é a vida dos homens – e sim o quebra-cabeça que eles representam.

Nesse quesito, Antonio Carlos é bem diferente. Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, ele acredita que nada substitui a linha de raciocínio e o contato olho no olho, a conversa, a palpação bem feita, a ausculta cuidadosa. “A pior coisa na medicina é tecnologia de ponta nas mãos de médico ruim”, diz.

Quem o vê cercado pelos alunos (como na foto acima) associa a cena ao célebre quadro A lição de anatomia do Dr. Tulp, do pintor holandês Rembrandt. Quase 400 anos separam as duas aulas. Suando dentro dos jalecos, os alunos de Antonio Carlos parecem bem menos aristocráticos que os discípulos de Nicolaes Tulp. No lugar do cadáver do ladrão condenado à morte na véspera, o objeto de estudo é um brasileiro com aspirações e direitos. Em vez do bisturi de dissecação do cirurgião holandês, Antonio Carlos usa as mãos. Para cumprimentar, apalpar, examinar e enxergar além da superfície. A mão direita é diferente da esquerda. Quase não tem pelos. Eles não resistiram à constante exposição à radiação no início da carreira. Como cardiologista recém-formado, fez muito cateterismo antes de decidir ser clínico geral. Os pelos sucumbiram. O tato e a perspicácia ficaram mais afiados com o tempo. Graças a eles, o doente do leito A304 pôde receber o tratamento correto. A biópsia foi feita. A causa da infecção era mesmo a micobactéria.

UM TIPO EM EXTINÇÃO

Antonio Carlos diz que um bom diagnóstico é feito com os cinco sentidos. E também com o sexto. “Medicina é ciência, arte e intuição.” A intuição começa a guiá-lo no momento em que coloca os olhos sobre o paciente. Um aperto de mão também pode revelar muita coisa. Mãos quentes podem revelar um estado febril. Ou, quem sabe, um hipertireoidismo. Se estiverem frias, talvez seja um sinal de estresse ou de raiva. Suor excessivo nas palmas das mãos pode ser ansiedade. Uma demonstração de que o doente não se sente à vontade na presença do médico. Isso é péssimo.

Ganhar a confiança de quem precisa ser tratado é tão importante quanto auscultar o coração e medir a pressão arterial. Aos 63 anos, Antonio Carlos é um clínico geral, um tipo de médico cada vez mais raro. Uma quase anomalia na cultura dominante de especialidades que, em nome da precisão, esquartejou o paciente e perdeu a noção do todo. “Acho que sou um dos últimos”, diz, com indisfarçável melancolia. Até meados do século passado, médico era clínico geral. Ou pediatra, cardiologista ou ginecologista. Eram essas as opções. Hoje, apenas 10% dos formandos escolhem exercer exclusivamente a clínica médica. Programas governamentais de estímulo à saúde da família precisam de clínicos gerais, principalmente em regiões distantes dos grandes centros, mas a maioria dos jovens prefere outro caminho.

Ser um especialista é uma opção mais rentável, principalmente no início da carreira. A clínica médica exige longas consultas, que precisam ser remuneradas à altura do esforço do profissional. Algo praticamente impossível em início de carreira, embora clínicos gerais experientes e reconhecidos como Antonio Carlos sejam altamente valorizados. No consultório que mantém no Hospital Albert Einstein, ele atende empresários, banqueiros, artistas e quem mais puder pagar R$ 800 por consulta. Cada encontro pode durar uma hora. “Em menos de 45 minutos não faço”, diz.

A MOÇA QUE CHORAVA SANGUE

Ao longo da carreira, Antonio Carlos desvendou dezenas de casos estranhíssimos. Um deles envolvia uma moça de 17 anos do interior de São Paulo que ficou conhecida por “chorar sangue”. Nos arredores de Meridiano, onde Débora Santos mora, nenhum médico conseguia resolver o mistério. Parentes contavam que os sangramentos começaram aos 14 anos, quando ela trabalhava como babá no Ceará e dizia ter sido agredida pela patroa. No início, o sangue saía apenas pelos ouvidos e pelo nariz. Com o tempo, passou a brotar dos olhos como se fosse lágrima. No ano passado, uma rede de TV decidiu tentar resolver o mistério. A paciente ficou 13 dias internada em São Paulo e passou por uma avaliação completa. Depois de conversar longamente com ela e submetê-la a exames detalhados, Antonio Carlos chegou ao diagnóstico. Concluiu que pequenas veias na região dos olhos dilatam e rompem quando a pressão sanguínea aumenta. Pode ser que a alteração seja consequência de traumas sofridos na infância, mas felizmente tem solução. Com dois medicamentos (um betabloqueador e um calmante leve), a moça se livrou dos sangramentos. Antonio Carlos recomendou também que fizesse tratamento psicoterápico.

Ele acredita que é preciso ter uma visão humanista e integral do paciente, com suas emoções, dores ou simples desconfortos. Não é muito diferente do que pensava Hipócrates, o maior filósofo cientista da área médica. Os estudos dele, reunidos na Biblioteca de Alexandria no século IV a.C., revelam os princípios fundamentais de sua conduta: “Em primeiro lugar, vêm a observação e o estudo do paciente antes da doença. Depois, vêm o exame e a descrição dos sintomas. Por fim, o auxílio ao trabalho curativo da natureza. Ou seja: induzir à reação natural do organismo”. Durante a consulta, Antonio Carlos segue os mesmos passos. Os primeiros 15 minutos são investidos apenas em conversa. “Uma síndrome do pânico, por exemplo, só diagnosticamos na conversa porque os exames são todos normais”, diz ele. Depois, vem o exame clínico completo. Olhos, ouvidos, nariz, garganta, tórax, genitais. “Até toque retal faço. Clínico geral tem de fazer isso.”

Antonio Carlos é o tipo de médico que passa de pai para filho. Ainda era residente quando começou a atender a família do engenheiro paulistano Carlos Alberto Pinto Nogueira, de 71 anos. Quando sofreu uma taquicardia gravíssima, em 2001, Nogueira foi salvo pela primeira vez. Ninguém entendia por que os remédios não eram capazes de normalizar os batimentos cardíacos. Cruzando dados e contando com a intuição, que nunca o abandonou, Antonio Carlos desconfiou que ele tivesse algum problema de tireoide, como a mãe e uma prima. Estava certíssimo. A tireoide impedia que o remédio agisse. Com o diagnóstico feito e os medicamentos ajustados, ele se recuperou. O segundo salvamento ocorreu em janeiro de 2009. Antes de viajar para o litoral paulista, Nogueira procurou outro médico, queixando-se de tosse. Depois de examinar uma radiografia, o médico concluiu que era apenas uma gripe. Nogueira viajou. No domingo de manhã, desmaiou. Antonio Carlos fez o diagnóstico certeiro por telefone: embolia pulmonar. Nogueira chegou ao Albert Einstein em estado gravíssimo. Antonio Carlos pediu à família autorização para aplicar um remédio poderoso, capaz de salvar ou de matar. Acertou outra vez. “Ele me ressuscitou”, diz Nogueira.
Dr. House (Foto: Everett Collection/divulgação)
Antonio Carlos é ciumento. Não aceita dividir pacientes com os colegas. “Quem quer se tratar comigo precisa saber que cuido de tudo.” Os clientes se sentem autorizados a usar e abusar. “Não vou a médico, psicólogo ou podólogo nenhum sem falar com ele”, diz o pecuarista José Antonio Marinho, de 64 anos, de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. “Um dia liguei para perguntar onde poderia fazer uma boa limpeza de pele.”

Essa é uma relação que começou em 1985. Hoje, mais de 20 pessoas da família se tratam com ele. Naquele ano, Marinho começou a sentir dores nas costas. Os médicos de Corumbá concluíram que sofria de estresse e bico de papagaio. Na primeira consulta, Antonio Carlos desconfiou desse diagnóstico. “Espere um pouco: bico de papagaio não dá tontura.” Depois da ausculta, mandou o paciente fazer um eletrocardiograma. De lá, seguiu direto para o cateterismo. Descobriu que Marinho, aos 38 anos, tinha uma obstrução de 95% numa das artérias principais do coração. Poderia cair duro a qualquer momento. A solução do caso foi uma ponte de artéria mamária.

Para construir relações assim, Antonio Carlos é aplicado. A primeira coisa que o paciente vê quando entra no consultório dele no Hospital Albert Einstein são quatro camisas do Corinthians, autografadas, sobre cadeiras encostadas na parede do fundo. Antonio Carlos é conselheiro do time. As camisas expostas são uma demonstração de paixão, mas também de estratégia. “Ninguém fica indiferente ao futebol. Os corintianos ficam satisfeitos, os anticorintianos dizem que tenho um defeito terrível”, afirma. É desse jeito que ele consegue engatar uma conversa descontraída. “A relação médico-paciente é uma relação de covardia. O médico é o dono do poder. É preciso quebrar isso se quiser acertar o diagnóstico.”

Casado com uma médica, pai de três médicos e sogro de um médico, Antonio Carlos é monotemático. Por volta das 8h15 já está na Escola Paulista de Medicina. Passa a manhã resolvendo problemas administrativos, assinando ofícios ou orientando alunos. Numa sexta-feira recente, almoçou com um almirante. Quer convencê-lo a usar navios para enviar jovens médicos da universidade a regiões brasileiras de difícil acesso. À tarde, foi para o consultório do Einstein. Atendeu 17 pacientes (entre consultas longas e retornos mais breves). Despediu-se da repórter de ÉPOCA à meia-noite e 15. Ainda visitaria pacientes no hospital. Demonstrações de gratidão – materiais ou não – não lhe faltam. São carros importados, quadros, chocolates, beijos e abraços. Quando se despede de um paciente, Antonio Carlos bate no ombro dele e aconselha: “Fique longe dos médicos”.

Fonte e reportagem original: REVISTA ÉPOCA JUNHO 2012

Ninguém deve nada a você

Psiquiatria Existe uma verdade, que no primeiro momento, parece cruel, mas em seguida, torna-se libertadora: Ninguém deve nada a você.

Liberta porque mostra que o poder de mudança está em você. Não adianta buscar em outros, sejam eles, pessoas, sociedades ou pessoas.

Está em você o locus de causalidade. Você pode conquistar qualquer coisa, desde que busque as habilidades, ferramentas e conexões para que isto torne-se realidade.

Veja que não estou falando de isolamento, arrogancia ou auto-suficiencia. Estou falando de trazer para si a responsabilidade pela sua felicidade. Isto exige uma busca ativa para desenvolver suas habilidades naturais e também saber de suas limitações.

Exige que você busque ferramentas, sejam elas objetos físicos ou conhecimentos. E principalmente exige o desenvolvimento de conexões com outras pessoas para relacionamentos que proporcionem a união de forças e aprendizados.

Muita gente vem pedindo cada vez mais que outras pessoas cuidem de suas vidas. Transferindo a responsabilidade de sua felicidade. Isto é perigoso.

Ninguém deve nada a você.

Saber disto cria gratidão em seu coração, pois o que você recebeu foi um presente de pessoas que acreditaram em você, sejam elas, seus pais, irmão, esposos, esposas e por aí vai…

Psiquiatras em Florianópolis

Para encontrar psiquiatras em Florianópolis é importante que você saiba que o psiquiatra é o médico especializado em cuidar da mente. E a grande maioria das doenças da mente não comprometem o juízo crítico da pessoa, ou seja, não poderiam ser classificadas como loucura.

Isto quer dizer que a maior parte das doenças e transtornos com que o médico psiquiatra lida são mais comuns e podem afetar pessoas em seus cotidianos: depressão, estresse, ansiedade, medos, etc.

Para diagnosticar e tratar estas condições, a formação do Psiquiatra em Florianópolis, ou em qualquer estado do Brasil, exige seis anos de faculdade de Medicina e três anos de residência médica, tempo de aprendizado na prática em hospitais e serviços especializados.

Na verdade, a formação nunca tem fim, pois esta área do conhecimento médico é uma das que mais que crescem no mundo, com milhares de pesquisas e trabalhos científicos publicados em revistas todos os anos.

Somado a isto, existe um aprendizado que considero único e extremamente gratificante nesta especialidade: aprender com os pacientes e suas experiências de vida.

Outros médicos podem realizar o diagnóstico e o tratamento de um quadro depressivo, principalmente se sua região não conta com especialistas. Nestas situações, o médico encaminha casos mais complexos ao psiquiatra, ou mesmo recebe o apoio de psiquiatras em casos que necessitem de maior cuidado.

Ainda assim, um médico só pode dizer-se especialista ou psiquiatra se tiver seu título devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina. Você pode consultar se o médico possui registro de psiquiatra em florianopolis clicando aqui.  É possível consultar pelo nome e pelo número de inscrição, a especialização constará ao lado do nome do profissional.

O aprendizado constante, o longo período para formação e o desenvolvimento de habilidades específicas são as justificativas que mostram o quanto é importante a escolha de um profissional médico devidamente registrado e qualificado.

Referências

[1] RESOLUÇÃO CFM Nº 1.973/2011. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Publicada no D.O.U. de 1º de agosto de 2011, Seção I, p. 144-147.

Dados

Psiquiatras em Florianópolis

5 stars -
based on 58 reviews
Rua Menino Deus, 63 – Baia Sul Medical Center – Centro
Florianópolis,
SC 88020-210

(48) 3207-0648

Hours:
Seg-Sex 8:30-12:00 14:00-18:00
MedicalSpecialty:
Psychiatric

Ato Médico, Psicologia e Psiquiatria

Você é a favor do Ato Médico e nem sabia!

Li em um artigo excelente que começava com esta frase. E o autor é o psicólogo Pedro Sampaio, que escreveu muito bem sobre o assunto muito discutido, mas pouco lido ou compreendido. Vamos aos fatos, então:

Recentemente o senado aprovou o Projeto de Lei (PL) 7703/2006, também conhecido como Ato Médico. O projeto tramita há algum tempo e visa regulamentar o ofício do médico que, embora seja milenar, não tem em nossa legislação nenhuma enumeração de suas atribuições.

O Projeto vem recebendo feroz oposição desde sua proposição e agora que foi aprovado no senado os ataques parecem ter crescido ainda mais, especialmente por parte de estudantes e profissionais da área da saúde que não são médicos, sejam da psicologia, fisioterapia, enfermagem e outras áreas.

Como psiquiatra, tenho muitos amigos de outras áreas, incluindo a psicologia, nutrição, enfermagem e fisioterapia, e quem ainda não leu a lei argumenta que o Ato Médico diminui as profissões não médicas da área da saúde; que o Ato Médico faz com que uma pessoa só possa procurar os serviços de profissionais não médicos se antes passar por um médico – dependeria que o médico prescrevesse o tratamento (com um psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, etc.); que tira dos outros profissionais da saúde a autonomia de dar diagnósticos; dentre outros. Vejo passeatas, abaixo-assinados e outras manifestações contra o Projeto, todas com a maior preocupação de que ninguém poder mais procurar um atendimento em psicologia, sem sem antes passar por um médico psiquiatra, por exemplo.

Pois nada disso é verdade.

Basta que leiam o PL vocês mesmos. É sério, podem ler, é curtinho. É só clicar aqui no site oficial da câmara federal.

Como pouca gente realmente leu o Ato Médico, as falsas informações foram tomando proporções gigantescas, ao ponto de até médicos desinformados acreditarem nelas e serem contra o ato – tudo isso apesar dos esforços de muitos médicos, juristas e outros para esclarecerem a confusão.

A parte polêmica do PL foi o artigo 4º, que lista as atividades privativas do médico. Nada para nenhum profissional de outras áreas da saúde se preocupar, mas, para ficar ainda mais claro, colocam lá:

§ 2º Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva.

E pouco depois:

§ 7º O disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia.

Na verdade, o que o Ato Médico procura tornar lei é apenas o fato de que não é qualquer um que pode sair se propondo a curar doenças médicas, prescrevendo fármacos e dando diagnóstico e prognóstico de patologia médica. Isso é muito importante por dois motivos:

  1. Delimitar o trabalho do médico e ter documento de valor legal sobre o que é seu ofício;
  2. Porque há uma grande quantidade de charlatões e proponentes de “curas alternativas” por aí que acabam não apenas não curando como piorando a situação de muitas pessoas (inclusive suspeito que sejam estes quem tenham começado a disseminar as desinformações sobre o PL).

Sem o Ato Médico, continuaremos dando margem para que charlatões deem diagnósticos, prognósticos e indiquem tratamentos “alternativos” para pessoas ingênuas, desinformadas ou mesmo humildes.  Um problema sério que causa a morte de muita gente em nosso país, como inclusive mostrou recente série do médico Dráuzio Varella.

Alguns acusam o Projeto de “arrogância” e excluir a “medicina alternativa”. Mas, como disse o comediante Tim Minchin, vocês sabem o nome que se dá à medicina alternativa que temos evidência que funciona? Medicina.

Ou seja, se funciona e possui evidência, então é preciso estudo e um diploma para praticar.

Um engenheiro estuda cinco anos para fazer um projeto de engenharia de uma edificação. E mesmo assim, o arquiteto não sente seu trabalho ameaçado. O que não deve acontecer são pessoas sem preparo ou formação assumindo edificações. Eu não moraria em um prédio assim.

Existem pessoas que até aprenderam construção na prática. Conheço muitos pedreiros eficientes. Mas se quiserem projetar um edifício, todos são livres para cursar Engenharia. E a população tem o direito de ser informada sobre a importância deste diploma, o que é feito por meio de leis.

O mesmo para medicina, se alguém quer diagnosticar doenças (CID10) e indicar tratamentos, é livre para fazer medicina. Não basta passar alguns meses praticando sem uma base de conhecimentos que leva-se anos para acumular. E o mesmo vale para todas as outras profissões de saúde: não basta praticar uma boa escuta para ser psicólogo, é preciso uma base de conhecimentos de anos.

Por que outros profissionais não podem fazer diagnósticos de doenças?

Uma dúvida comum e muitas vezes reinvindicada é por que outros profissionais não podem fazer diagnósticos mais simples, como gripe, resfriados ou até mesmo uma depressão.

Afinal todos sabem o que é gripe, não é mesmo?

Na verdade, não é bem assim. Saber que é gripe pode até ser fácil, mas diagnosticar é mais do que isto. Muitas outras doenças tem sintomas de gripe, e o diagnóstico diferencial pode ser a diferença entre a vida e a morte.

E qualquer um sabe que uma pessoa está deprimida, basta ver a tristeza, correto?

O Psicologo está mais apto que as pessoas para compreender o universo pessoal, a tristeza e o sofrimento, sejam eles causados ou não por depressão,  mas não pode realizar um diagnóstico de Transtorno Depressivo ou Depressão. Para isto é preciso saber se o paciente, na verdade, não está com anemia (CID 10 D51.0 – Anemia por deficiência de vitamina B12, que gera desanimo igual depressão), ou se tem hipotireoidismo (CID 10 E03.3 – Hipotireoidismo pós-infeccioso, que causa lentificação como a depressão) ou mesmo se tem um tumor cerebral (CID 10 D33.0 – Neoplasia benigna do encéfalo), e uma infinidade de outras questões.

Por isto, o diagnóstico do psicólogo é voltado para o comportamento, não para a doença. As doenças, para os efeitos desta Lei, encontram-se referenciadas na Décima revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde.

 

Como encontrar o Psiquiatra certo

Psiquiatra florianopolis

Como psiquiatra em Florianópolis é muito importante para mim ouvir a opinião dos meus pacientes, quando me deparei com este relato abaixo, achei sensacional e resolvi publicar aqui no site.  É a experiência de Courtney Rudell:

Estivemos juntos pouco mais de 6 anos – os melhores anos da minha vida. Ele é inteligente, bondoso e compassivo. Ele é um grande ouvinte. Ele conhece meu passado, meus sonhos, meus pontos fortes e minhas fraquezas. Posso sempre contar com ele.

Não, ele não é meu namorado. Ele é o meu psiquiatra.

Nosso relacionamento é um dos mais importantes na minha vida. Ele salvou minha vida inúmeras vezes – eu realmente não acho que eu estaria neste planeta se não fosse por ele.

Encontrar o “Príncipe Encantado” dos psiquiatras não foi uma tarefa fácil. Demorou 6 anos, três sapos e dois diagnósticos errados, mas eu finalmente tive a sorte de topar com ele.

Era uma vez …

Sapo 1: Diagnosticou-me com transtorno do pânico e prescreveu citalopram. Após 6 semanas, minha ansiedade ficou ainda pior. Então, ele me orientou a parar de tomar citalopram e começar a tomar calmantes todos os dias, sabendo muito bem que estava sóbria nos últimos 2 anos, após ter tido problemas com dependência ao álcool.

Ele não ofereceu outra terapia, antidepressivos ou qualquer outra solução, que não fossem tranqüilizantes.

Deixei o consultório convencida de que psiquiatras eram todos iguais. Todos eles só queriam me calar a boca e tomar tudo o que colocam a frente. Eles eram o chefe, não eu. Eu não tinha nada a dizer no nosso relacionamento – que era patriarcal. Eu era apenas outra garota.

Sapo 2: Diagnosticou-me com transtorno do pânico e receitou escitalopram , que fez a minha boca ficar com gosto de metal, então ela mudou para paroxetina que me fez muito mal, então ela mudou para sertralina que funcionou.

Eu a consultei por 2 anos. Ela era extremamente fria, raramente falava e tomou muitas notas. O número de telefone que eu tinha era apenas para marcar consultas, de modo que só conversávamos nestes dias.

Deixei aquele relacionamento pensando que ele não seria mais do que isto: gelado, clínico, sem quaisquer novos insights sobre minha vida interna. Eu nunca iria sentir calor ou compaixão. Eu nunca seria entendida.

Sapo 3: Fazia sua própria agenda, não tinha uma sala de espera, eu acabava ficando no corredor. Suas consultas duravam não mais que cinco minutos – só para pegar minhas receitas. Passei mais tempo fora de seu consultório do que lá dentro.

… E depois eu encontrei o meu príncipe.

Ele nunca foi atrasou ou cancelou uma consulta sem uma justificativa e sua assistente sempre avisava com antecedência. Ele tem uma sala de espera e uma assistente que cuida de sua agenda . Ele revisou meu diagnóstico de bipolar tipo 1 para tipo 2 depois de aprender mais sobre meus ciclos e afirmou que um um quadro de estresse pós-traumático estava causando meus ataques de pânico. Ele recomendou psicoterapia nos primeiros anos.

Temos conversas. Eu nunca sinto que estou sendo observada. Ele faz suas anotações sem deixar de prestar atenção em mim e cada consulta dura pelo menos 20 minutos.

Ele está sempre em busca de novas pesquisas e opções de tratamento. Nunca supermedica e respeita a minha sobriedade. Ele tem a mente aberta, experiente e humana.

Ele esteve ao meu lado durante um aborto espontâneo, uma gravidez, depressões suicidas pós-parto e mania e todo o resto.

… E viveram felizes para sempre. O Fim.

A moral da minha história pode ser bem expressa com clichês:

1. Se no início você não conseguir, tente e tente novamente.

2. Você tem que beijar muitos sapos antes de encontrar seu príncipe.

3. Roma não foi construída em um dia.

Courtney Rundell é blogueira americana da International Bipolar Foundation.

Dr. José Hamilton Vargas é psiquiatra em Florianópolis.

 

Como é uma consulta com um psiquiatra

Consulta psiquiatra florianopolis

Esta é uma dúvida comum, pois ainda existe alguma confusão sobre a psiquiatria. Então vou esclarecer as principais dúvidas e apontar algumas particularidades desta especialidade.

Em primeiro lugar, psiquiatria é uma especialidade médica, ou seja, são necessários 06 anos de medicina e mais 03 anos de residência médica em hospital para tornar-se um psiquiatra.

Por isto, a consulta psiquiátrica tem em comum muitos aspectos em relação a consulta médica em geral:

Anamnese: Este é o termo utilizado pelos médicos para colher uma história clínica. Esta história deve ser bastante detalhada e por isto demanda tempo. Muitos aspectos devem ser avaliados. Eu tenho o hábito de saber sobre os principais relacionamentos pessoais e familiares; a profissão e o ambiente de trabalho; atividades de lazer e hobbies também são importantes. Em seguida passo a uma investigação cuidadosa dos sintomas e queixas do paciente. Algumas perguntas são direcionadas, outras ficam por conta do paciente informar.

Exame físico: O psiquiatra também realiza exame físico, muitas vezes é importante avaliar o sistema cardiovascular por meio da ausculta e da medição da pressão arterial, pois alguns medicamentos podem interferir. Exames físicos mais detalhados dependem da queixa do paciente.

Exame psíquico: Na verdade, o exame psíquico começa quando o paciente entra no consultório, por meio da observação cuidadosa de aspectos do comportamento, vigilância, discurso, pensamento, humor, atenção e outros. O exame psíquico pode ser complementado por meio de testes, escalas e questionários.

Exames complementares: O psiquiatra também solicita exames para complementar ou excluir diagnósticos diferenciais. A formação médica é essencial para diferenciar condições patológicas que podem estar associadas a quadros mentais ou emocionais.

Onde fica o divã?

Quando se fala de psiquiatra é comum pensarmos em um divã, um senhor barbudo e um paciente deitado falando sobre sua vida, mas esta cena é, na verdade, do psicanalista. A psicanálise realmente popularizou a ciência da mente graças ao seu fundador o médico Sigmund Freud.

Frequencia das consultas

É comum confundir a consulta em psiquiatria com sessões programadas. Na verdade é importante manter um acompanhamento médico até o momento da alta, claro que cada caso é um caso. Tenho pacientes que me consultam inicialmente a cada mês, enquanto outros estão sendo avaliados de 06 em 06 meses. E muitos de alta!

Como é o tratamento

O tratamento em psiquiatria envolve o uso de medicamentos, psicoterapia e orientações sobre comportamento e estilo de vida.

Os medicamentos utilizados agem no sistema nervoso central corrigindo desequilíbrios nos neurotransmissores, substâncias presentes nas células nervosas. A maioria dos medicamentos não causa dependência, enquanto alguns possuem este potencial, mas quando utilizados de forma correta a chance do indivíduo viciar-se é mínima.

A psicoterapia é realizada por um psicólogo, muitas vezes a partir da recomendação do psiquiatra. Quando existe indicação, eu constumo encaminhar meus pacientes com um relatório detalhado para que a psicoterapia torne-se mais direcionada e efetiva.

Por que é tão difícil para o psiquiatra atender convênios ou planos de saúde?

A consulta em psiquiatria necessita de tempo, dedicação e personalização.

Infelizmente, os planos de saúde, remuneram a consulta com valores muito baixos, em torno de R$35,00. O que acaba por esmagar o tempo dedicado ao atendimento.

Planos de saúde pagam de 10 a 20 vezes mais por exames e procedimentos, por isto, muitos médicos estão migrando para especialidades onde possam realizá-los,

Mas tempo, dedicação e personalização são essenciais para uma consulta médica psiquiátrica de qualidade, tornando-se inviável o atendimento de convênios e planos de saúde, pelo menos na realidade atual.

Dr. José Hamilton
Médico Psiquiatra em Florianópolis
CRM 17.236

Psiquiatra

Psiquiatria é a especialidade médica responsável pelo Diagnóstico, Tratamento, Prevenção e Reabilitação de doenças mentais.

Doenças mentais são transtornos complexos que envolvem o sistema nervoso de maneira global, em uma interação biológica, psicológica e social.

Estes transtornos podem afetar a consciência, as emoções e o humor, a sensopercepção, a memória,  o comportamento, o pensamento e juízo de realidade.

Podemos citar alguns exemplos de transtornos ligados à

  • Consciência: O delirium ou estado confusional.
  • Emoções e humor: Depressão, ansiedade, transtorno bipolar.
  • Sensopercepção: Transtornos psicóticos (alucinações).
  • Memória: Demência de Alzheimer.
  • Comportamento: Transtornos compulsivos, bulimia, dependência química.
  • Pensamento e juízo: Esquizofrenia.

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O médico psiquiatra é responsável pelo diagnóstico de uma doença mental e para isto deve realizar uma investigação minuciosa através do exame clínico e da solicitação de exames complementares quando necessários.

O tratamento de transtornos mentais devem ser prescritos pelo médico psiquiatra, que pode indicar medicamentos em combinação ou não com psicoterapia.

Dr. José Hamilton
Médico Psiquiatra CRM 17236


Dr. José Hamilton Vargas

Médico psiquiatra formado pela Universidade de Brasília, especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira.

Autor do livro "Viver Mais e Melhor".

CRM 17.236

Florianópolis

Psiquiatra Floripa
Florianópolis é a capital brasileira com maior índice de desenvolvimento humano. Com 420.000 habitantes, chegando a mais 1.000.000 quando se conta a região metropolitana.

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